quarta-feira, 10 de novembro de 2010

ENCONTROS E ABRAÇOS

Conheci uma pessoa interessante. Gratuitamente gostei dela. Simpática, bonita, inteligente... Meiga que só ela. No rosto, estampava naquele momento em que a conheci um grande sofrimento, sofrimento que temos quando enfrentamos a perda de um ente querido. Esse sofrimento é único, tem estilo próprio, fácil de ser reconhecido, difícil de ser vivido, muito difícil. Mas ainda assim com essa dor dentro do peito conseguia essa pessoa transmitir o que lhe cabe nessa vida: a paz. Tem ela o dom da calmaria. Até nos momentos tristes consegue cumprir sua missão. Chega sempre anunciando a calmaria, mas com força e propriedade. Tem um grande senso de justiça e uma delicadeza de expressão que muito me encanta. Fala como se estivesse cantando uma linda melodia e nos piores momentos abre um sorriso que é capaz de acabar com uma guerra. Seu sorriso é encantador e traz consigo mensagens que só os  sensíveis podem perceber, mas até os insensíveis a ele se rendem. Sua força, acho, está no seu sorriso.
A vida lhe tirou o chão, mas lhe deu um palco, onde certamente ela irá brilhar. Começou uma missão nobre e sublime ao lado de uma grande amiga; hoje sua missão é dar continuidade àquilo que um dia juntas começaram. E se assim foi é porque alguém, muito acima de nós, achou por bem que lhe caberia essa tarefa, era esse seu mérito, era assim que devia ser. E assim certamente lhe virão forças de todos os lados, de todos os planos; pessoas aqui presentes, pessoas ausentes mas em espírito também presentes, anjos e guardiões sempre a postos, prevenindo, sussurrando aos seus ouvidos, lhe avisando dos perigos. Mas também lhe sinalizando as pessoas que vieram para somar. E quem vem para somar, sempre traz algum tipo de sintonia.....
Quando a conheci eu estava forte, segura, ela, estava naquele momento triste, sem chão, mas sempre sorrindo. Trocamos um abraço e tentei lhe transmitir um pouco de minha força, de minha energia, tentei lhe dar um pouco de esperança de dias melhores. Tentei lhe dizer que isso iria passar. Não sei se consegui, ela nunca me disse. Voltei de lá com a certeza de que havia eu encontrado alguém muito especial que independente que qualquer ligação, gostaria que fosse minha amiga.
Quando a reencontrei eu estava fraca, insegura, ela renascida, recuperada, forte e segura. Seu sorriso era igual ao de outros tempos, mas mais contagiante ainda. Trocamos outro abraço, e dessa vez de forma bastante egoísta, dela suguei energia, força e carinho. Sem me dizer uma palavra, senti telepaticamente, sua mensagem de que isso iria passar. Me fez muito bem e preciso dizer isso a ela. Voltei de lá com a mesma certeza de que realmente havia encontrado alguém muito especial a quem certamente eu digo sim.
Esta é uma declaração explícita de carinho, amor e respeito que tenho por ela. Não sei quanto tempo ainda estarei nesse plano terreno, não sei se ainda nos encontraremos, se a vida nos permitirá outros abraços, outras trocas energéticas e carinhosas, mas se não a vir mais gostaria muito que ela soubesse o quão importante foi sua passagem em minha vida. E também gostaria que soubesse que penso nela sempre com muito carinho e com muita reverencia.
Para Rita Facundo, grande pessoa a quem eu carinhosamente chamarei de mana Ritinha e a quem eu dedico essas palavras com muito carinho, muito respeito e muito amor.

08:09 horas

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