Thereza Pandolfo Fanton, para nos a Nona Thereza. Ou simplesmente a Nona. Nona nunca envelheceu. Desde que me conheci por gente ela sempre foi do mesmo jeito. Alta, esbelta e aos 40 anos tinha cara de 40 e aos 70 tinha cara de 40. Mais ou menos assim. Parece que não envelhecia. Nona era determinada. Assertiva. Não era de falar muito mas uma ordem sua bastava. Nunca vi ninguém questiona-la. Eu muito menos. Usava sempre saia escura cobrindo os joelhos e sapatos de tecido eu acho. Sempre estava aconchegada em seu quarto. Passava todas as noites quando estava em Itatinga para pedir a benção a ela. Antigamente era um costume do qual não se abria mão.Era sinal de respeito. Até hoje isso é uma das coisas das quais sinto muita falta. E Nona sempre nos abençoava e aquela benção que nos era dirigida nos fazia muito.bem.
Imigrante italiana casou-se com Nono Emilio e veio para cá em busca de dias melhores. E deve te-los encontrado pois aqui criou sua família muito bem, todos os filhos se casaram e também formaram suas famílias. E os filhos dos filhos e assim por diante conseguiu espalhar boas sementes ao seu redor.
Nona era minha bisavó paterna. e a querida do tio Romeu, seu irmão.Ele sempre falava dela com muito carinho. E falava de minha avó Diva que partiu precocemente sem que eu tivesse tempo de conhece-la também falava com o mesmo carinho
Moravam todos quase todos em um mesmo quintal que ligava as duas casas, uma do vo Peo e a outra da tia Zina onde Nona morava. Tia Zina cuidava dela com muito carinho. Nona sempre estava em seu quarto sentada quieta e pensativa. No rosto marcas de muito sofrimento e muita luta. Uma mulher forte, assim eu consigo me lembrar dela. A força e a perseverança eram maiores que o sofrimento natural a todos os imigrantes que aqui vieram naquele tempo. Uma guerreira. Uma lutadora. Uma vencedora. Uma mulher à frente do seu tempo.
Nona, minha bisa, receba nosso carinho e nosso orgulho por ter você como uma de nossas ancestrais.
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