Dizem que os pequeninos são sinceros; amam ou odeiam, mas sempre falam de seus sentimento;não tem censura alguma que os impeça de colocar para fora o que sentem. São sempre honestos; às vezes chego a pensar que se nosso país fosse entregue nas mãos dos pequeninos talvez tivesse alguma chance de dar certo. Mas é sempre bom ter um pequenino por perto; nos deixa mais amenos,mais doces.
Conheço um pequenino muito especial. Tem ele a doçura e o encanto de uma criança; fala o que pensa, mas é muito cuidadoso nas suas colocações. Tem sempre a preocupação de não magoar ninguém. Se não gosta apenas se cala, mas se gosta demonstra de forma muito bonita e espontânea. É tão bom tê-lo como amigo!!! Penso que ora dessas ele vai crescer, aliás, toda vez que o encontro está maior e penso também que talvez, ao crescer não mais irá me abraçar como hoje o faz; será que ainda dirá ao me abraçar que me ama......será que falará uma ou outra vez “eu adoro você”. Sim, porque às vezes a fase adulta traz consigo algumas cobranças e as colocações dos pequeninos, então grandes, precisam ser moderadas, passadas por um filtro, ladeadas por razão, racionalidade, medidas através do centímetro medíocre que usamos quando crescemos.
Ainda falando desse pequenino, acho às vezes que ele tem mais idade do que diz ter. Fala coisas que só espero ouvir de adultos, mostra uma visão de vida grandiosa, como se tivesse mais idade que eu. Mostra nas suas colocações uma ponderação sobre assuntos que para outro pequenino de sua idade nunca despertariam o menor interesse. Será que você esconde sua idade, pequeno Vítor?........
Mas, devo dizer que fico muito feliz em ter esse pequenino como meu amigo, e acho também que ele realmente gosta de mim. Sempre me diz isso e sinto que é muito sincero. Já viajamos juntos e vivemos bons momentos. Pela lei da natureza, claro, dessa vida me despedirei antes que ele. Mas tenho certeza que levarei do pequeno Vítor as melhores recordações e espero também que de mim se lembre ele sempre com muito carinho. Nossa convivência nesse plano tem sido uma relação com base numa amizade bastante gratificante. É verdade, somos amigos, eu e o pequeno Vítor, e digo que mais de 40 anos nos separam. Mas acho que só de corpo físico, porque de espírito temos quase a mesma idade.
Por essas e outras razões, digo, pequeno grande Vítor que tenho muito orgulho de ser sua amiga e sinto por você o que, tenho a certeza, você também sente por mim. Do mesmo tamanho.
Para Vítor, o pequeno grande amigo que tenho nesta vida do qual levarei para outras vidas as melhores lembranças.
22/10/2010 19:00 horas
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