Meu amigo me disse que havia escolhido um título para meu blog que vinha muito a calhar. Realmente, muita coisa havia dentro de mim que se escondia, que nem eu mesma sabia. Resolvi, a tempo, colocar para fora todas essas coisas, uma boas, outras ruins, mas que são sentimentos que não podem ser guardados 'ad eternum.' Devem ser repartidos com outras pessoas para que se tornem menores, quando sejam ruins e que espalhem alegria, quando sejam bons. Descobri que não era assim tão boa e generosa quanto acreditava ser.
Há dentro de mim sentimentos ruins, muito pouco nobres. Mas acho que dentro de todos nós existe um lado obscuro, às vezes até tenebroso. Não gosto de tê-los comigo; mas tenho e quando são colocados para fora melhor que sejam em forma de poesia; ficam mais leves, se é que assim possam ser descritos.
Há dentro de mim sentimentos bons, nobres. Acho também que dentro de todos nós existe esse lado brando e morno, acolhedor, até mesmo sublime.
Talvez essa seja a graça da vida. Há que haver a ponderação nos sentimentos. Feios, rudes, grosseiros, nobres, dignos, sentimos e pensamos tudo ao longo da vida. Não somos flores de plástico, que enfeitam mas não tem vida.
Somos passageiros da vida, buscando cada um sua felicidade, buscando cada um a seu modo estarmos cada vez mais perto da perfeição sentimental. Acho que ninguém jamais alcançará essa meta inatingível.
Vamos continuar buscando dentro de nós tudo aquilo que possa vir a ser parte integrante de um mundo melhor, sem preconceitos, sem julgamentos mesquinhos, sem definições politicamente corretas. Sem vergonha e sem juízo.
Vale tudo nessa vida, só não vale ser infeliz.
29/09/2010 20:52
Nenhum comentário:
Postar um comentário