Um homem, uma mulher, um computador. Cada um na sua sala, cada um em um país diferente e distante. Profissionais bem sucedidos, já passando dos 35 anos, solteiros ainda. Haviam passado a maior e melhor parte do seu tempo envoltos com trabalho, estudo, especializações, defesas de tese. Passavam horas, dias, noites, entre livros, cadernos, portfolios, reuniões, sala de aula.....
Com a chegada dos computadores, a vida dos dois se tornara maravilhosa. Tudo era mais rápido, a comunicação era em tempo real e, dessa forma, podiam tornar ágeis também todos os seus negócios. Passaram então a dedicar grande parte do seu tempo ao querido computador, deixando um pouco de lado o papel, a caneta, os livros, o abajour de cabeceira. Tudo isso foi trocado pela mesa e pela tela. Justo.
E assim, como puderam agilizar os estudos e o trabalho, nessa idade já tinham conseguido suas conquistas e passaram então a usar os facebooks, orkuts e.....sites de relacionamento. Acharam excelente e prática essa forma de comunicação moderna e arrojada.
Foi assim que se conheceram. Sentiram no olhar (pela tela) que se completavam. Em suas conversas havia muita coisa que os fazia afirmar que eram almas gêmeas. A distancia não era empecilho para ambos, pois ambos estavam muito acostumados com essa modernidade. Iniciaram um romance que tomou forma e ganhou vida na vida dos dois. Conheciam-se profundamente, um sabia de todos os gostos e preferências do outro.
E assim, dessa forma "on line" iniciaram um romance que se estendeu por mais de 1 ano. Em uma dessas conversas falaram sobre a vontade que tinham de se casar, constituir uma família, filhos. Mas como seria isso possível, se ambos estavam fisicamente tão distantes? Falaram sobre isso durante algum tempo e saíram em busca de uma solução alternativa. Poderiam sim se casar através de uma procuração, cada qual com seu advogado a cuidar do processo que permitiria a união. Pensaram em todos os detalhes e marcaram uma data. Não havia necessidade de enxoval, festa, arrumação de casa e todos os preparativos que permeiam um casamento convencional pois não era um casamento convencional.
Casaram-se via chat, msn, vídeo conferencia e lançaram mão de todos os recursos que a tecnologia atual proporciona. A noiva abriu mão do tradicional traje usual, não fazia mesmo muita questão disso. Achava totalmente dispensável.
Mudaram seu estado civil. Estavam enfim casados. E sem abrirem mão de suas carreiras. Só vantagens (sob seus pontos de vista).
Mais algum tempo depois começaram a falar sobre seus desejos e sonhos de aumentar a família. Sonhavam com filhos.Mas como seria possível se ainda moravam cada qual em um país diferente.... Pensaram, refletiram, consultaram médicos, tarólogos e chegaram à conclusão que podiam sim. Ele mandaria uma "semente" e ela cuidaria da plantação e da colheita. E assim fizeram. Por duas vezes. E assim tiveram dois filhos que se revezaram ao longo da infância e adolescencia entre casa de pai e casa de mãe.E os dois puderam acompanhar todas as fases da vida de seus filhos.
Vinte e cinco anos se passaram. Filhos crescidos, vida financeira sólida e estável, começaram então a falar sobre a necessidade de parar um pouco com o ritmo frenético de suas vidas e enfim morarem juntos, consumando dessa forma o tal casamento que nunca antes fora consumado.
Escolheram um local que agradava a ambos, montaram uma casa com todo o conforto a que julgavam ter direito e foram para lá, decididos a passar juntos o resto de vida que lhes restara.
O primeiro encontro causou estranheza a ambos. Engraçado, se conheciam tão bem e tão profundamente, mas sentiam-se nesse momento dois estranhos. Deitaram-se na mesma cama, mas continuavam como dois estranhos. Viveram assim por alguns dias, entre cafés da manhã, almoços, jantares, sempre silenciosos. Não haviam cultivado tal hábito. Veio então a discussão que tanto temiam. O que acontecera? Juravam se amar, juravam se conhecer. Falaram bastante, discutiram tudo o que já haviam discutido por 25 anos, e chegaram à conclusão de que a hora da separação era inevitável e fatal.
Separaram-se, no papel e na vida. Cada qual voltou para sua casa e continuaram bons amigos a se falar sempre da forma que melhor sabiam, ou seja, pelo computador.
Como são um casal internautizado, colocaram cameras nas casas dos filhos que, nesse tempo já haviam se casado, e puderam assim acompanhar o nascimento e o crescimento dos netos.
SANTA TECNOLOGIA!!!!!!!!
18/03/2011 20:56 HORAS
E assim, dessa forma "on line" iniciaram um romance que se estendeu por mais de 1 ano. Em uma dessas conversas falaram sobre a vontade que tinham de se casar, constituir uma família, filhos. Mas como seria isso possível, se ambos estavam fisicamente tão distantes? Falaram sobre isso durante algum tempo e saíram em busca de uma solução alternativa. Poderiam sim se casar através de uma procuração, cada qual com seu advogado a cuidar do processo que permitiria a união. Pensaram em todos os detalhes e marcaram uma data. Não havia necessidade de enxoval, festa, arrumação de casa e todos os preparativos que permeiam um casamento convencional pois não era um casamento convencional.
Casaram-se via chat, msn, vídeo conferencia e lançaram mão de todos os recursos que a tecnologia atual proporciona. A noiva abriu mão do tradicional traje usual, não fazia mesmo muita questão disso. Achava totalmente dispensável.
Mudaram seu estado civil. Estavam enfim casados. E sem abrirem mão de suas carreiras. Só vantagens (sob seus pontos de vista).
Mais algum tempo depois começaram a falar sobre seus desejos e sonhos de aumentar a família. Sonhavam com filhos.Mas como seria possível se ainda moravam cada qual em um país diferente.... Pensaram, refletiram, consultaram médicos, tarólogos e chegaram à conclusão que podiam sim. Ele mandaria uma "semente" e ela cuidaria da plantação e da colheita. E assim fizeram. Por duas vezes. E assim tiveram dois filhos que se revezaram ao longo da infância e adolescencia entre casa de pai e casa de mãe.E os dois puderam acompanhar todas as fases da vida de seus filhos.
Vinte e cinco anos se passaram. Filhos crescidos, vida financeira sólida e estável, começaram então a falar sobre a necessidade de parar um pouco com o ritmo frenético de suas vidas e enfim morarem juntos, consumando dessa forma o tal casamento que nunca antes fora consumado.
Escolheram um local que agradava a ambos, montaram uma casa com todo o conforto a que julgavam ter direito e foram para lá, decididos a passar juntos o resto de vida que lhes restara.
O primeiro encontro causou estranheza a ambos. Engraçado, se conheciam tão bem e tão profundamente, mas sentiam-se nesse momento dois estranhos. Deitaram-se na mesma cama, mas continuavam como dois estranhos. Viveram assim por alguns dias, entre cafés da manhã, almoços, jantares, sempre silenciosos. Não haviam cultivado tal hábito. Veio então a discussão que tanto temiam. O que acontecera? Juravam se amar, juravam se conhecer. Falaram bastante, discutiram tudo o que já haviam discutido por 25 anos, e chegaram à conclusão de que a hora da separação era inevitável e fatal.
Separaram-se, no papel e na vida. Cada qual voltou para sua casa e continuaram bons amigos a se falar sempre da forma que melhor sabiam, ou seja, pelo computador.
Como são um casal internautizado, colocaram cameras nas casas dos filhos que, nesse tempo já haviam se casado, e puderam assim acompanhar o nascimento e o crescimento dos netos.
SANTA TECNOLOGIA!!!!!!!!
18/03/2011 20:56 HORAS
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