Itapetininga. É o nome da cidade onde passei poucos, mas os melhores anos de minha juventude. Ia para lá todos os finais de semana, pois nessa época minha mãe estudava lá. E assim, com a desculpa de `vê-la passei meus fins de semana durante 4 ou cinco anos, tempo que durou a Faculdade.
Chegava sexta-feira a noite e corria telefonar para minha amiga. Uma hora depois já nos encontrávamos e aí nosso fim de semana começava maravilhoso.
Ficávamos andando pela Praça, íamos ao Patacão, um barzinho onde todos se reuniam e depois esticávamos até um outro barzinho onde um amigo chamado João tocava violão e cantava lindamente. Amanhecíamos andando, cantando, conversando, e depois íamos para casa descansar um pouco para recomeçar nossas andanças no sábado à tarde.
Minha amiga era uma jovem muito bonita, de cabelos castanhos, longos e ondulados. Andava sempre muito bem vestida e maquiada. Os olhos sempre contornados de preto e os cílios sempre alongados e curvados. Eu sempre me projetei nela e procurava imitá-la pintando meus olhos como os dela. Mas nunca tive muita habilidade para isso. Uma vez ela me disse que queria se casar na noite de Natal durante a Missa do Galo, famosa e muito frequentada naquela época. Por algum tempo fiquei imaginando como seria esse casamento e como ficaria linda a noiva.
Afinal, a noiva tinha nome de Deusa e era realmente uma Deusa.
Os anos passaram e o destino se encarregou de traçar linhas paralelas para nossas vidas. Passei a ir raramente para lá e com a morte de meus tios passei a não ir mais. Perdemos contato, telefone, não tínhamos recursos de comunicação como hoje temos, e consequentemente o afastamento tornou-se inevitável. Há muito tempo atrás fui até lá e nos encontramos rapidamente. Não deu tempo de revivermos intensamente aquela época tão boa em nossas vidas. Apenas falamos o essencial sobre nós e ficamos de continuar a falar e marcar um novo encontro. Mas, novamente retomam0s a rotina e continuamos a caminhar sobre as paralelas.
Mas acho que em nossos pensamentos sempre estão presentes as lembranças desse tempo que tanto nos marcou. Eu sempre me lembro de Ceres e de todas as amigas que faziam parte daquele grupo da década de 70. Os carnavais, os bailes, as cantorias no barzinho, as conversas no banco da Praça, a recepção calorosa de D.Aurora, sua mãe, as boas conversas do Sr.Noronha, seu pai, seu irmão Newton e o café da D.Aurora com bolo de fubá. Quando estávamos em sua casa entre conversas e risos, sempre havia um café com bolo de fubá, feito carinhosamente pela anfitriã.
Ceres é a Deusa da Agricultura e no mes de Abril era homenageada pelos plebeus da Antiga Grécia. Como estamos no mês Abril resolvi fazer esta pequena homenagem à minha amiga Ceres, que certamente é uma Deusa. Assim eu a vi e assim eu a guardo na memória até hoje.
Minha querida amiga Ceres Cavalcanti de Noronha, que mora até hoje na cidade que me proporcionou bons momentos, boas risadas e muita emoção.
20/04/2011 10:48
Afinal, a noiva tinha nome de Deusa e era realmente uma Deusa.
Os anos passaram e o destino se encarregou de traçar linhas paralelas para nossas vidas. Passei a ir raramente para lá e com a morte de meus tios passei a não ir mais. Perdemos contato, telefone, não tínhamos recursos de comunicação como hoje temos, e consequentemente o afastamento tornou-se inevitável. Há muito tempo atrás fui até lá e nos encontramos rapidamente. Não deu tempo de revivermos intensamente aquela época tão boa em nossas vidas. Apenas falamos o essencial sobre nós e ficamos de continuar a falar e marcar um novo encontro. Mas, novamente retomam0s a rotina e continuamos a caminhar sobre as paralelas.
Mas acho que em nossos pensamentos sempre estão presentes as lembranças desse tempo que tanto nos marcou. Eu sempre me lembro de Ceres e de todas as amigas que faziam parte daquele grupo da década de 70. Os carnavais, os bailes, as cantorias no barzinho, as conversas no banco da Praça, a recepção calorosa de D.Aurora, sua mãe, as boas conversas do Sr.Noronha, seu pai, seu irmão Newton e o café da D.Aurora com bolo de fubá. Quando estávamos em sua casa entre conversas e risos, sempre havia um café com bolo de fubá, feito carinhosamente pela anfitriã.
Ceres é a Deusa da Agricultura e no mes de Abril era homenageada pelos plebeus da Antiga Grécia. Como estamos no mês Abril resolvi fazer esta pequena homenagem à minha amiga Ceres, que certamente é uma Deusa. Assim eu a vi e assim eu a guardo na memória até hoje.
Minha querida amiga Ceres Cavalcanti de Noronha, que mora até hoje na cidade que me proporcionou bons momentos, boas risadas e muita emoção.
20/04/2011 10:48

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